terça-feira, 27 de novembro de 2012

Google: as respostas estão aqui, só que não


Há alguns dias, a página do Google ficou fora do ar, por volta de uma hora. O impressionante foi o desespero que os usuários sentiram (ou seja, eu inclusa), como se o próprio apocalipse tivesse adiantado sua data em um mês. Aí, resolvi fazer algumas pesquisas para ver quais respostas o Google dá para nossas vidas, a ponto de até perguntarmos ao próprio o que devemos fazer, em qualquer ocasião.

Comecei por fazer uma lista das minhas prioridades e divido com vocês o auxílio que nosso imprescindível amigo prestou para mim. Ao digitar “amor”, por exemplo, a fim de saber quais respostas o buscador me traz, me surpreendi, pois apenas quatro opções apareceram no autocompletar do site. Mas, o que mais me impressionou mesmo, foi o fato de no alto dos meus 31 anos, graças ao Google, percebi que não sei absolutamente NADA sobre o amor. Tirem suas próprias conclusões:


Amor Doce: paquere os seus personagens favoritos e descubra um novo episódio regularmente. Torne-se a sedutora número 1!



Amor em Cristo: maior site de relacionamentos 
evangélico da América Latina


Amor Eterno Amor: novela global que não entendi se já acabou.
Preciso assistir para ver se aprendo algo. 

                                       

                      E, como toda história de amor tem trilha sonora, 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012

PROMOÇÃO: SMILE!


Sent by Smartphone (baseado em uma história real)


(mulher senta solitariamente em um bar)

O novo cigarro de uma mulher desacompanhada em um bar transformou-se no telefone, onde ela pode mostrar ao mundo que jamais parece só. Considerando que o que importa é o que aparentamos, os olhares externos sequer se preocupam com a verdade: apenas cobram que você não os incomode com a solidão que os machistas se recusam a engolir. Todas precisam estar sob a tutela de algum macho, seja pai, marido, namorado, amante, agressor. E aqui estou eu, como milhares de várias por aí, escondendo-me em contato quando apenas queria estar só.

(pede uma bebida despretensiosamente)

Quem me olha, pensa que estou a criar algo muito importante, ou a conversar sobre algum assunto relevantíssimo, mas não, estou apenas usando vocês para transmitir aparências semelhantes às quais descrevi.

(chega um casal de conhecidos que a cumprimenta efusivamente)

Tenho que ir, alguns amigos chegaram e seria de extremo mau gosto continuar ligada ao smartphone que sempre exige minha atenção. Afinal, sem problemas do tipo, sequer saberia existir socialmente, pois é este aparelho que verdadeiramente me ama e acompanha.


Sent by smartphone, at 02h37.